O primeiro grande nome, que surpreendeu principalmente a mim e aos comentaristas do canal SPORTV 3 foi o "Bala de Prata", cujo nome é Marcel Hug, competidor da Classe T54, competindo nas provas em cadeira de roda.
O atleta suíço apresentou total domínio sobre sua capacidade atlética, acompanhando os demais atletas em ritmo estável e sempre, nos últimos 300m surpreendia com um sprint final calculado e preciso, vencendo as provas dos 400m, 1.500m, 5.000m, 10.000m e a Maratona, ficando ainda em segundo lugar na prova dos 800m. Outra atleta, também cadeirante, e com resultados impressionantes foi a americana Tatyana MCFADDEN (Classe T54), que venceu todas as provas em que competiu sendo nos 100m, 200m, 400m, 800m, 1.500m e 5.000m. outra atleta com resultado semelhante foi a Suíça Manuela Schuer (Classe T54) que conquistou o segundo lugar nas provas dos 400m, 800m, 1.500m, 5.000m e foi a campeã da Maratona.
Apesar do enorme sucesso dos atletas acima citados, um dos maiores nomes do mundial de Lyon foi do brasileiro Alan Fonteles (Classe T43)que conquistou ouro nos 100m, correndo para 10,80s e estabelecendo o novo recorde mundial nos 200m correndo para 20,66s. O brasileiro ainda conquistou a medalha de ouro na prova dos 400m. Outra atleta do Brasil, já conhecida do esporte paralímpico foi Terezinha Guilhermina (T11) que também foi imbativel na prova dos 100m, 200m, e 400m.
A surpresa do mundial de Para-Atletismo, foi uma brasileira, Verônica Hipólito (T38) que com apenas 1 ano e meio de treinamento, se tornou Recordista Mundial, e garantiu uma medalha de Ouro e outra de Prata. Na prova em cadeira de rodas, o brasileiro Ariosvaldo Silva (T53), conhecido como PARRÉ conquistou a medalha de Bronze na prova dos 100m, e ainda ficou em 4ª lugar na prova dos 200m. O mais surpreendente é a cadeira de rodas utilizada pelo atleta brasileiro. O material é o mesmo utilizado a 6 anos, e encontra-se com algumas especificações ultrapassadas. O corretor luta para conseguir um equipamento melhor, mas o valor do mesmo dificulta tal conquista. O resultado do Brasil na competição também foi positivo, terminando o evento na 3ª posição no quadro geral de medalhas. As conquistas do Brasil apontam para um ciclo paralímpico com muitas conquistas.


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